
Depois da graduação os estudantes ainda possuem um longo caminho pela frente: as especializações. São tantos tipos com pesos diferentes e para áreas diferentes que fica até complicado escolher.
Porém como o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo a melhor coisa que temos que fazer é correr atrás de especializações. Segundo uma pesquisa realizada pela Datafolha, 82% dos profissionais de RH ouvidos afirmaram que dão preferência a quem fez algum tipo de curso complementar na hora de selecionar candidatos. “A pós-graduação acaba funcionando como critério de desempate na maioria dos processos de seleção”. É isso que diz a conclusão da pesquisa.
Outra dica é através desses cursos mudar a área de atuação caso você não esteja mais satisfeito. Uma pessoa que faz uma MBA, pode ir para a área administrativa um profissional de qualquer formação – e nada impede que alguém formado em história faça um mestrado em letras e mude seu foco profissional.
Aqui em nosso país os programas de pós-graduação são divididos em dois tipos: cursos stricto sensu (“sentido restrito”, em latim) compreendem os tradicionais mestrado e doutorado – mais voltados para a formação de profissionais da área acadêmica, como pesquisadores e professores universitários. Já os programas do tipo lato sensu (“sentido amplo”) têm foco no mercado de trabalho: são indicados para quem quer se atualizar ou complementar o conhecimento em determinada área.
Confira cada um deles:
Mestrado acadêmico
É o primeiro passo para quem sonha em trabalhar como professor-pesquisador em uma universidade – e pode ser iniciado logo após a graduação.O que o aluno escolherá para realizar seu trabalho será futuramente sua área de atuação na carreira acadêmica. Os programas têm duração média de dois anos e uma rotina puxada – fica difícil conciliá-lo com um trabalho em tempo integral. Por isso para se manter a dica é solicitar uma bolsa-auxílio junto a instituições de incentivo à pesquisa, como Capes e CNPq, que pagam cerca de R$ 1.200* por mês. Nas universidades públicas, os cursos são gratuitos. Nas privadas, as mensalidades costumam variar de R$ 1.200* a R$ 1.800*, mas várias delas concedem bolsas. A Capes faz uma avaliação de todos os cursos de mestrado do país a cada três anos e divulga os resultados em seu site.
Mestrado profissional
Foi autorizado a apenas dois anos pelo governo brasileiro. Ele mistura um embasamento científico do mestrado tradicional à abordagem prática dos cursos lato sensu. Seu grande objetivo é o aperfeiçoamento do trabalhador. O grande problema é o valor que pode chegar a R$ 59.000.
Doutorado
É uma espécie de continuação do mestrado. Dura o dobro do tempo e a pesquisa realizado pelo doutorando será uma tese, algo muito maior e mais complexo já que precisa trazer novidades no campo em que a pessoa está estudando.
Especialização
Seu principal foco é aprofundar um tema abordado de maneira superficial na graduação ou partir do zero em uma área próxima. Dá para começar logo após a formatura, mas alguma experiência pode tornar o curso mais proveitoso.
MBA
Sigla para Master of Business Administration (mestrado em administração de negócios, em inglês), o MBA ensina todos os aspectos da gestão de uma empresa. Ou seja, dá ao aluno ferramentas para administrar um negócio. O programa mais conceituado da FGV-SP, o One MBA, que só aceita quem tem mais de dez anos de experiência e custa R$ 112.000, durando dois anos. Mas há opções mais em conta e que podem ser financiadas.























